terça-feira, 27 de novembro de 2007

Lendo-vos...

É bom ler-vos.

Não me apetece escrever.

Ou melhor, só me apetece escrever coisas, como:

- Gosto de "Conta-me como foi..." na RTP; Miguel Guilherme e Rita Blanco, melhor é quase impossível;

- Ontém estive a ver TV Galiza...apanhei uns tipos a tocar e a dançar um som de que gostei. Gosto da Galiza;

- O Porto ontém ganhou ao Setúbal. O Quaresma marcou um golaço. Allez Harry Potter!

Pronto, é o melhor que se encontra, por hoje.

Escolhas.

Na sexta-feira fui a uma entrevista de emprego. Foi uma professora da faculdade que mo indicou. Ia recomendada.

Hoje ligaram-me, tinham ficado indecisos entre duas candidatas e portanto, gostavam que eu fosse a uma segunda entrevista.

Eu tinha passado o fim-de-semana a "magicar" na escolha que tinha de fazer, no caso de me escolherem para o dito emprego, e isto porque, de facto, era uma escolha com muitas consequências implícitas. Tinha ficado a torcer para não me escolherem, pois facilitava-me a decisão. Mas ainda na sexta-feira já sabia que tinham gostado de mim...

Durante a viagem de regresso da entrevista, fiz uma lista de prós e contras para me ajudar na decisão que tinha de tomar.

Prós:

  1. Ter emprego no âmbito da psicologia.
  2. Ser independente.
  3. Ganhar bem.
  4. Poder comprar casa com o T.
  5. Trabalhar com crianças, jovens, famílias e professores, numa zona carenciada.
  6. Trabalhar ao nível da prevenção do insucesso e abandono escolar, da toxicodependência, etc.
  7. Ganhar experiência, conhecimento, currículo.

Contras:

  1. Ser muito longe (à distância de 2 comboios, 2 autocarros, e cerca de 2h).
  2. Ser a tempo inteiro (9h30-18h00, ou mesmo até às 20h).
  3. Acordar às 6h e regressar a casa entre as 21h e as 23h.
  4. Ser a recibos verdes.
  5. Não poder ir aos Seminários de Dissertação.
  6. Não poder recolher os dados para melhorar a minha Tese de Mestrado.
  7. Não poder fazer o projecto na biblioteca.
  8. Não poder continuar a trabalhar no Externato.
  9. Falhar nos compromissos assumidos.
  10. Não ter tempo para investir no projecto dos pais.
  11. Não poder ir ao ginásio, não ter tempo para mim.
  12. Não ter tempo para estar com os amigos, com o T.

Os contras venceram os prós...

Toda a minha família foi da mesma opinião que eu. Não devia aceitar, porque, por muito bem que pagassem, teria de abdicar de tudo o resto, faltando aos compromissos anteriormente assumidos, e não teria vida para fazer mais nada. Os meus pais reforçaram a ideia de que não devia deixar de terminar o Mestrado. E claro que eu também penso assim.

Por outro lado... Recusar propostas de trabalho nos dias que correm, ainda para mais a tempo inteiro e na área da Psicologia, parece-me um crime tão grande como deitar fora comida, com a fome que há no mundo (ouvia muito isto quando era pequena.... ficou!).

Respondi então ao telefonema, com o coração aos pulos (that's me!), explicando que não valia a pena ir à segunda entrevista, porque no caso de me escolherem, eu não poderia aceitar a proposta, e lá partilhei as minhas razões.

Escolha feita.

Que reflectiste hoje?



(Autor: Luis Silva in: Olhares.aeiou.pt)

Sem dúvida uma das melhores fotografias que já vi, principalmente pela comunhão com o titúlo que lhe foi atribuido!

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Salva-vidas

Hoje de manhã, ia a subir a rua em pleno Cais do Sodré quando vejo um homem a tentar equilibrar um carrinho de rodas, que quase queria descer sozinho a rua. Com o seu esforço, ele lá tentava que o carrinho não fugisse rua abaixo, ao mesmo tempo que tentava equilibrar o que o carrinho continha, que estava mais ou menos solto. E o que continha o carrinho?

Boias Salva-Vidas!! 6 ou 7 boias salva-vidas teimando em descer a rua sozinhas!

Boias Salva Vidas?? Bem,nada bate o dia em que nesta mesma rua vi um carro em chamas e descer a rua e a arder, mas olhem que as boias salva-vidas também me deixaram a pensar...

Para onde iriam elas... quem iriam salvar?

Ai!!! A urticária a voltar!!!

23 Novembro 2007

A caminho de uma entrevista de emprego... Ia eu no autocarro, quando apanhei a conversa. Dizia uma velhota para a outra:

- Pois! Que eu não ando cá para ver passar navios! Que deus incubiu-me de uma missão!!!

Mau Maria!!! - pensei eu - Isto não augura nada de bom!

- Já viu, D. Francisca, então onde é que está a mãe biológica da criança?
- É verdade! - dizia a outra velhota.
- Sinceramente! Não há direito da mãe biológica não querer a criança. Não é o pai que tem de ficar com ela. Aliás, o pai anda agora com uma sirigaita qualquer.
- Ah!!! Não me diga, D. Emília! - indignou-se a outra.
- Pois anda. E eu agora pergunto, onde é que anda a mãe? Sinceramente! Só a mãe biológica é que tem o direito de ficar com a filha. A filha é dela!!!
- Tem razão.
- Estou farta de ver os outros, homens e mulheres, a fazerem festa com aquilo que não é deles!!!


Não percebi se estavam a falar do "Caso Esmeralda", mas seja esse ou outro caso, assim andamos enganados acerca dos "supremos interesses das crianças", continuando a achar que as crianças são pertences, propriedades, dos seus pais biológicos, e sobretudo, da mãe biológica.

Ai!!! A urticária a voltar!!!

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Caminho da manhã

" (...) Entra no mercado e vira à tua direita e ao terceiro homem que encontrares em frente da terceira banca de pedra compra peixes. Os peixes são azuis e brilhantes e escuros com malhas pretas. E o homem há-de pedir-te que vejas como as sua guelras são encarnadas e que vejas bem como o seu azul é profundo e como eles cheiram realmente, realmente a mar. Depois verás peixes pretos e vermelhos e cor-de-rosa e cor de prata. (...) À tua direita então verás uma escada: sobe depressa mas sem tocar no velho cego que desce devagar. E ao cimo da escada está uma mulher de meia idade com rugas finas e leves na cara. E tem ao pescoço uma medalha de ouro com o retrato do filho que morreu. Pede-lhe que te dê um ramo de louro, um ramo de orégãos, um ramo de salsa e um ramo de hortelã. Mais adiante compra figos pretos: mas os figos não são pretos mas azuis e dentro são cor-de-rosa e de todos eles corre uma lágrima de mel. Depois vai de vendedor em vendedor e enche os teus cestos de frutos, hortaliças, ervas, orvalhos e limões. (...)"

Sophia (Livro sexto, 1962).

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Deixa-me rir!

Sento-me no meu sofá, encosto-me à almofada, reencosto-me para trás.
Não estou bem, tenho de mudar de posição, sento-me agora de pernas cruzadas e ponho o computador ao colo. A chuva cai lá fora. Ligo o msn e lá está o meu nick com um sub-titulo "Deixa-me rir".

Não, não tem mesmo nada a ver com a música do Jorge Palma, tem a ver comigo e só comigo, ou não fosse tudo o que fazemos uma projecção de nós próprios.

Ri, deixaram-me rir! Ri à gargalhada, vieram-me as lágrimas aos olhos, fiz figura de totó em pleno supermercado porque RI muitooo!!
Que bom que é RIR assim, rir até termos de enxugar lágrimas que teimam em cair (qual clichê). RIR até sentir os músculos da barriga, RIR até chorar! Ou... não estivessem a alegria e a tristeza sempre de mãos dadas..
Rimos numa hora, choramos noutra. Os olhos brilham agora, fecham-se de tristeza mais logo e logo se voltam a iluminar..
Deixem-se rir sempre!!

E deixem-se ser livres para dizer sempre:

Deixa-me rir!
Deixa-me ser como sou! Deixa-me chorar!
Deixa-me ir onde vou! Deixa-me estar!
Deixa-me!

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

26 de Dezembro, porquê?

Porque ficava bem na agenda de alguém?

Porque é uma 4.ª-feira? De cinzas, talvez?

Um prazo legal?

Porque a 26 ainda passa o Natal com os pais?

Porque o dia 26 é um bom dia para começar coisas novas?

Porque a 26 qualquer despedida tem mais encanto?

Porque é um bom dia para deixar de saber que se é Menino Jesus dentro de alguém?

Porque, já me esquecia, o Interesse Superior da Criança?

terça-feira, 20 de novembro de 2007

José Peixoto+Filipa Pais - Dia da tentação



Não é a da esperança, não encontro, mas gosto desta, também.

A guitarra é muito boa.

Pequenos momentos...

Acordar às 7 da manhã com alguém a bater a porta do quarto porque não sabe acender o esquentador! Não há paciência! É só um botão...tem desenhos e tudo...!!!

Acordar às 8 da manhã com alguém a bater a porta do quarto para pedir um guarda-chuva emprestado...a mim...que nem sequer uso guarda-chuva! Não há paciência ao quadrado! Talvez gritar! Talvez discutir, lá terá que ser!!! ****-**! Pó *******!

O blog perdeu botões de edição?!? Que raio de coisa!

O Rui Veloso lá toca na M80...

"Tília, trevo e açafrão
Erva pura, pimentão
Louro, salsa e cidreira..."

E a esperança continua sentada no sofá...fiz-lhe um belo café expresso...

...e lá vou sentindo...que a chuva (lá fora como cá dentro) faz crescer (ou será o Parmalat?

"E ao acordar não te esqueças de tomar um Parmalat, faz crescer, faz ficar mais forte...")

Não...
...é mesmo a chuva!








Xiiii tanta lamechice!!
Bem digamos que não vos vou dizer aqui os resultados dos outros testes que fiz, LOL!!

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Lá está...científico!



Trabalhar, mas é! Aí a minha vida!

"(...) Liberta o grito que trazes dentro
E a coragem e o amor
Mesmo que seja só um momento
Mesmo que traga alguma dor
Só isso faz brilhar o lume
Que hás-de levar até ao fim
E esse lume já ninguém pode
Nunca apagar dentro de ti (...)"

Riquezas (como diria a Lu) é isto que tenho para partilhar hoje convosco
Um bom dia a todas!

sábado, 17 de novembro de 2007

Pequenos (bons) momentos...

Um café expresso para a esperança, sff!

Se a esperança um dia bater a porta
Faz-lhe um café
Manda-a sentar

Não sei bem donde é que apareceu, acho que é uma cantiga de Filipa Pais, de que não recordo o título.

P.s. - Marta, este não apago. Prometo.

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

(...) pelo simples facto de fazer parte de um grupo organizado, um homem desce vários degraus na escala da civilização. Isolado, pode ser um indivíduo culto; numa multidão, é um bárbaro, ou seja uma criatura que age pelo instinto. Possui a espontaneidade, a violência, a ferocidade e também o entusiasmo e o heroísmo dos seres primitivos. (Le Bon cit. por Freud, 1921)

Ao ler esta citação lembrei-me de uma conversa que tive com a Sara sobre manifestações...

Está aberto o debate!!