terça-feira, 19 de junho de 2007

Casamentos banais


Penso que o casamento de pessoas que não nos são próximas e que não nos dizem nada podem ser das experiências mais aterrorizantemente maçadoras da nossa vida... esses casamentos parecem-nos banais, esses rituais ensaiados e com pouco sentido.


Axo k os casamentos que frequentamos devem ser os outros, os dos nossos amigos. Esses que conhecemos bem e de quem sabemos os sentimentos, esses que nos podem mostrar que o que estão a realizar não é uma banalidade mas um acto carregado de significados que pode ser expresso de muitas maneiras, não só através do vestido branco,,, mas que curiosamente na maior parte das vezes o é


(mesmo por parte daqueles que parecem fugir ou abominar isso a vida toda).


O casamento poderá ser um sonho incutido em nós desde criança ou algo que também aprendemos a temer pelos estereótipos que formámos acerca deste. Mas é também essencialmente algo que faz tremendamente sentido com uma certa pessoa e numa certa altura da nossa vida (é o meu sentir). Cada vez mais percebo também que é um sonho que tem que ser realista - para se compreender que não é o sim naquele altar que vai fazer com que as coisas sejam sempre maravilhosas, mas sim uma contrução e uma série de encontros e desencontros permanente que tem por base algo forte entre dois seres humanos - a vontade de partilharem a vida um com o outro...


Cris

Estórias...

É mesmo bom lidar com pessoas... ou não tivesse eu querido ir para psicologia, mesmo sabendo que estava a condenar-me a um futuro não muito risonho, pelo menos não garantido.

Se tivesse de estar só a olhar para máquinas, papeis ou qualquer coisa inanimada na minha profissão, esta não teria piada nenhuma, ou pelo menos metade dela.

Pois mesmo na tarefa de recepção, há coisas giras, que as há, há!

Todas as semanas temos cá um paciente que vem com a esposa de taxi lá da terrinha. Taxi pago pelo seguro do senhor.

Todas as semanas a senhora vem junto a mim protestar que o "taxista veio muito rápido, que está cheio de pressa, que ainda mal tinham chegado já se queria ir embora, que nem os deixa almoçar depois da consulta..."

Todas as semanas o taxista entra neste consultório e quando apanha ambos marido e mulher dentro do gabinete da psicologa, dirige-se a mim e queixa-se da senhora. "A senhora é mais maluca que o marido, é uma chata, vem o caminho todo a queixar-se, ela é que devia estar na psicologa..."

Hoje para não variar, o cenário repetiu-se. Começou com a senhora a dizer que o taxista só deveria trazer um paciente de cada vez e hoje apeteceu-lhe trazer outra doente, e nem pediu autorização e era suposto trazer um paciente de cada vez a lisboa, não deveria fazer isto...

Entretanto tive de sair e ir ao outro andar do consultório. Já no regresso, ao sair do elevador, encontro o senhor taxista a beijar uma mulher, atrapalhado pergunta-me se o casal está muito atrasado, ao que respondo que acabaram de entrar....
e....
ao contrário dos outros dias em que tem sempre "o carro mal estacionado" e tem "muita pressa", hoje confirma que a consulta dura uma hora e diz contente:

- "Ah, então ainda dá tempo para irmos almoçar!"

Moral da história : Se o teu trabalho é chato, dá-lhe cor!!

segunda-feira, 18 de junho de 2007

(não há título possível...)

Hoje, eu e a Joana* estávamos na biblioteca da escola a ver na internet uns vídeos de dança da Luciana Abreu. A Joana estava animadíssima como sempre, dançava, mandava bocas sobre a Luciana Abreu, que - segundo ela - gostava do bailarinho (do Dança Comigo), ria-se, voltava a rir-se, e eu com ela, claro. Divertidíssimas as duas...

Ao nosso lado, noutro computador, uma jovem professora, com os seus 26 anos (e não é que a idade seja para aqui chamada...), num momento em que a Joana rodopiava à nossa volta, e não nos ouvia (vá lá!), dirigiu-se a mim:

- É hiperactiva, não é? - perguntava-me assim entre a "curiosidade" e "o estar a par dessas coisas".

- Não. - respondi-lhe eu, atónita, mas com um grande sorriso, sempre. - É uma criança feliz!!!


*Nome fictício para uma menina de 9 anos.

domingo, 17 de junho de 2007

A ilusão da vida banal e a fuga/desejo dela

Ontem fui a um casamento,

Festa
Noivos
Alegria
Sorrisos
Luzes
Cores
Gargalhadas
Social
Petiscos
Amor
Felicidade
Promessas.... de um futuro.... Que futuro? BANAL!

Namora-se, Casa-se. No dia do casamento repete-se enquanto noivo/a os rituais a que sempre se assistiu:

Recepção em casa dos pais
Igreja
Boda
Almoço
Dança
Copo de Água
Bolo

E tudo se repete como se de uma fila se tratasse em que quando chega à tua vez, já sabes.... todos os passos devem ser feitos da forma mais correcta e mais usual.

E depois....

Vida a dois
Filhos
Trabalho

(...)

Tudo aquilo para o qual fomos mentalizados desde pequenos. Logo de pequeninos muitos de nós começaram com dois e três aninhos a ter um enxoval e assim carregamos um baú cheio de panos de cozinha, pratos e talheres até ao dia para o qual toda a vida fomos juntando peças de um puzzle... e na verdade o que nos interessava um garfo ou um pano se o que queriamos receber eram brinquedos ou jogos??!!
E no futuro, não serão a maioria dessas coisas, desactualizadas?

Fazem-nos a promessa.... a da vida (...) comum!

A promessa Banal de que em alguma altura alguns de nós tenta fugir, mas à qual em alguma altura quase todos nós lá pretende chegar.

quinta-feira, 14 de junho de 2007

Olá olá

Desculpem a minha ausência…
Tantas novidades aqui no nosso blog. Ena!!! E com as nossas impressões marcadas em cada chávena de chá. Cada post que tenho oportunidade de ler é como se ouvisse uma colher a mexer o açúcar nas chávenas...

Ainda sobre o tópico dúvidas/ preocupações, quero partilhar convosco uma ideia de Mia Couto. Diz ele que "Um dos problemas do nosso tempo é que perdemos a capacidade de fazermos as perguntas que são importantes. A escola nos ensinou apenas a dar respostas, a vida nos aconselha a que fiquemos quietos e calados. Uma das perguntas que pode ser importante é esta: o que é que nos dificulta o caminho para transitarmos de indivíduos para pessoas? O que precisamos para sermos pessoas a tempo inteiro?”

Fica a reflexão
Beijo diferente na forma e feitio para cada uma
Nessa

quarta-feira, 13 de junho de 2007

A promessa do paraíso em letras néon!

No outro dia fui a uma consulta de Planeamento Familiar. Enquanto esperava pela consulta, uma enfermeira entregou-me um panfleto intitulado "Informações Sobre Contracepção". Entretive-me a lê-lo, partindo do (errado) pressuposto de que não iria encontrar ali, algo de novo, que não tivesse já ouvido falar...

...começava o dito panfleto com uma breve introdução, seguia-se um capítulo sobre a "Anatomia e a fisiologia da reprodução", outro sobre o "Ciclo menstrual (endométrio)", outro ainda sobre "Como se fica grávida?", e finalmente sobre "Como evitar uma gravidez", e sucessivamente, os vários métodos contraceptivos:

  • Método do ritmo,
  • Método da temperatura,
  • Coito interrompido,
  • Preservativo,
  • Diafragma,
  • Dispositivo Intra-Uterino (DIU) com cobre,
  • DIU medicado com hormona,

Seguia-se então, a contracepção hormonal:

  • Pílula sem estrogénios,
  • Pílula combinada,
  • Pílula de emergência, pós-coital ou do dia seguinte,
  • Adesivo,
  • Anel vaginal

E, por fim:

  • Esterilização, e...

Os tambores rufam...

  • IMPLANTE SUBCUTÂNEO.

...eis que surge um último método contraceptivo que me é completamente desconhecido!!!

Implante subcutâneo? O que é isso? - perguntei-me eu.

E lá li a informação e formei uma representação mental sobre o dito cujo método, semelhante ao paraíso...


Uma promessa de sexo sem uma gravidez durante três anos, e sem menstrução!!!
(e na minha imaginação, este era o slogan em letras neón)


Uau! Pensei eu... Quero disto!

Passando à parte informativa e citando o referido folheto:

"O implante contraceptivo é uma das mais recentes formas de contracepção e é a ideal para quem procura uma solução contraceptiva hormonal simples, de longo prazo, sem estrogénios. A inserção do implante tem de ser efectuada por um médico treinado, demora cerca de um minuto e protegerá a mulher de uma gravidez não desejada durante três anos. O implante liberta lentamente uma hormona - progestagénio - que vai impedir a ovulação e dificulta que os espermatezóides alcancem o útero."

Foi tal o meu maravilhamento que tratei logo de tirar todas as minhas dúvidas com a minha Médica de Família. Que ria da minha felicidade pela possibilidade de deixar de ter TPMs, menstruações, e coisas que tais. E informava-me que nem todas as mulheres se davam bem com os métodos sem estrogénios porque se deixava, justamente, de ter a menstruação, de forma regular. Assim, ela aconselhava à utilização de uma pílula sem estrogénios, antes de pôr o implante.

Fiquei a pensar naquilo... E as questões assaltavam-me:

Seremos mulheres sem menstruação?
Sem TPM?
Sem períodos férteis?
Sem dores abdominais?
Sem dormências nas pernas?

Bom... Não sei, mas por via das dúvidas, vim de lá com duas caixas de pílulas sem estrogénios. Se me der bem sem essas nossas subtilezas (?) talvez a promessa de 3 anos de sexo sem uma gravidez não desejada, seja mesmo o paraíso para mim... e em letras néon!

segunda-feira, 11 de junho de 2007

O meu primeiro brownie!

acompanhado com gelado de limão e nozes...

raízes

Um certo sítio na Madeira chamado Chão da Ribeira fez-me pela primeira vez sentir a vontade de criar raízes... Foi uma sensação estranha na altura. Senti-me a envelhecer (ou a crescer é o que percebo agora). Imaginei-me numa casinha de pedra à beira de uma ribeirazinha no meio de uma vale paradisíaco. Neste momento passados dois anos já não me vejo lá, pelo menos não permanentemente, mas também sinto a falta de respirar ar puro e ouvir silêncios ensurdecedores... Vejo-me mais em Carcavelos, perto do mar... mas também me sinto muito perdida... sinto que o futuro é muito incerto e não sei como nem onde irei criar raízes...

Cristina

Criar raízes... (em resposta ao post da Lu "Estou na terra"...)

Bom, mas há mais uma coisa para além das que já foram ditas acerca do post da Lu (ver: http://chazinho6.blogspot.com/2007/06/estou-na-terra.html)...

No que um post nos põe a pensar...

É que há uns tempos (há dias - como diria a Cris - na verdade, há coisa de um mês), uma amiga minha, que é de cá (entenda-se de Sassoeiros - Carcavelos), mas que estuda em Coimbra, partilhava comigo a sua inquietação por ter de voltar para cá para fazer o estágio. O problema da minha amiga é que tudo nesta terra lhe faz confusão, desde os parquímetros, até ao facto das pessoas não se conhecerem todas... E ela dizia-me que não se imaginava a criar raízes em Lisboa, mas que se imaginava a criá-las em Coimbra.

O quê? Criar raízes?

Eu disse-lhe que nunca tal me passou pela cabeça... Pensar num sítio enquanto o sítio em que eu seria capaz de criar raízes. Mais uma daquelas coisas em que não acho que valha a pena pensar (na minha realidade, evidentemente), tal como a existência de deus (desculpem-me a letra minúscula... herança de Maria João Ceitil...), o sexo dos anjos, entre outros assuntos.

Então ela disse-me uma "coisa"...

Epá, ultimamente há muitas pessoas que me dizem "coisas", assim "coisas" que dão que pensar... Dizem-me as coisas e depois cá fico eu a partir pedra... :)

E a "coisa" que ela disse foi que eu não tenho necessidade de criar raízes... Que eu sempre pensei e ambicionei sair por aí ao "deus dará", em busca de aventuras, de conhecer novos sítios. Ela dizia-me isto quando eu partilhava que gostava de fazer um estágio na América Latina e voluntariado em África...

Bom, eu fiquei a pensar naquilo, porque faz sentido o que ela me disse. Embora não sei bem se temos a mesma definição da expressão "criar raízes" (se calhar devíamos ter começado por aí...).

Penso que criarei raízes onde a vida me levar... Sei lá eu o que vou estar a fazer daqui a um mês, quanto mais durante toda a vida... Onde, quando, como vou estar? Não sei, nem me interessa, eu diria. Claro que há coisas que uma pessoa espera que aconteçam. Por exemplo, espero acabar o estágio dentro de duas semanas, espero acabar o curso em 2008, espero embarcar num avião a 28 de Junho para Milão, mas atenção!!! Ainda não tenho bilhete de regresso (ahahaha), portanto, existe a possibilidade de não concretizar pelo menos o curso em 2008, porque existe a possibilidade de não voltar a Portugal... AHHahahah! Tiago, não te assustes! Estou a brincar!

E estão vocês as cinco, e talvez também o Tiago, a pensar... "Foi sempre assim, ainda me lembro do tempo em que perguntávamos à Andreia porque é que tinha vindo para Psicologia, e ela dizia: para estudar Psicologia. Não sei se vou querer exercer no futuro, mas é o que desejo estudar agora."

É verdade. Tal como veio escrita nos meus genes a minha boa capacidade de orientação (sim, eu sei ler mapas e situar-me neles, mesmo numa cidade desconhecida! sim, eu sou gaja, mas consigo ser uma co-piloto eficiente...), também lá deve ter vindo a falta de preocupação com o amanhã (que não se aplica nem aos cuidados a ter com o ambiente, nem com outras questões, como saúde, como a educação das nossas crianças, etc.).

Claro que já pensei que gostava de viver aqui e ali, e claro que agora gosto de estar em Lisboa e que não me apetece sair daqui, por muitos motivos. Claro também que, se me perguntarem onde quero comprar uma casa para viver, vou responder qualquer coisa como Carcavelos, Parede, Oeiras... Foi onde cresci e são sítios simpáticos para se viver. Mas também me agrada a ideia de mudar muitas vezes de casa... Começar tudo de novo, uma vez por outra. Poder chegar a uma nova casa, sem cheiros ou com cheiros desconhecidos, pintar paredes, decorar, criar cheiros, recantos e começar tudo de novo... Claro que a vida não está para estes delírios imobiliários, mas posso sonhá-los, na mesma.

...

E vocês, gostavam de criar raízes? Onde gostariam de criar raízes?

sábado, 9 de junho de 2007

Será?

As vezes pergunto-me se aquelas que não se manifestam, não escrevem posts e não colocam comments, se ao menos nos leêm, se ao menos vão tendo a curiosidade de saber de nós por aqui... não sei, será?

sexta-feira, 8 de junho de 2007

Brownie de chocolate amargo, de chocolate branco, com nozes, menta, pinhões, café, avelãs, acompanhado com gelado de limão, chantilly... BROWNIE!!!

Ando numa de culinária... Há uns dias estava com os azeites... Cheguei a casa, fiz um bolo de caramelo e fiquei mais feliz... Durante o processo também, mas sobretudo depois de prová-lo...



Hoje andava a dar voltas às receitas para fazer alguma coisa para o aniversário da minha avó, e vi uma receita de Brownie... Não fiquei muito satisfeita porque levava chocolate branco, e então, vim à procura de outras receitas...

...Descobri receitas de Brownies, mas também descobri a história destes, na Wikibooks, a qual adaptei porque estava com um português macarrónico...

Aqui vai:

Sabe-se que o Brownie é um bolo de chocolate proveniente dos EUA, mas existem várias versões para a origem do Brownie, sendo a mais popular aquela que diz que o Brownie foi criado por descuido de um cozinheiro que deixou de adicionar fermento no preparo de um bolo de chocolate. Para não admitir o erro, ele cortou a massa em quadrados pequenos, serviu-os e anunciou a todos que tinha preparado alguns “Brownies”. Os convidados adoraram! A notícia espalhou-se e assim, a sua “invenção” tornou-se popular.

Não importa como surgiu, seja acidental ou propositalmente, o Brownie passou a ser muito apreciado pelos americanos e hoje é uma das sobremesas mais apreciadas em todo o mundo.

Pode ser encontrada nos cardápios dos principais hotéis e restaurantes de todo o mundo, invariavelmente acompanhado de gelado de baunilha ou limão.

Para além da história dos Brownies, descobri muitas receitas, muito diferentes umas das outras, na verdade, existe um mundo de Brownies, com muitos ingredientes diferentes... O que se mantém é, claro está, a presença do chocolate... Essa maravilhosa iguaria... É que nem o fermento está sempre ausente...

Vou deixar aqui algumas receitas:


BROWNIE

Ingredientes:
200 gr de chocolate meio amargo
100 gr de margarina
2 ovos
1 chávena de açúcar
1 chávena de farinha de trigo.

Modo de preparação:
Leve ao fogo em banho-maria o chocolate e a margarina até derreterem. Reserve. Bata os ovos com um garfo. Junte o açucar e misture. Acrescente o chocolate e a farinha de trigo, mexendo delicadamente. Coloque em uma fôrma retangular (pequena) untada e enfarinhada. Leve ao forno (médio) préaquecido por aproximadamente 35 minutos. Deixe esfriar e corte em pedaços.


BROWNIE DE CHOCOLATE COM NOZES

Ingredientes:
350 g de chocolate
250 g de manteiga
3 ovos grandes
250 g açúcar mascavado escuro
50 g de farinha de trigo
1 colher (chá) de fermento em pó
150 g de nozes picadas

Modo de preparação:
Pré-aqueça o forno a 170ºC. Utilize uma forma antiaderente rectangular untada com manteiga. Coloque o chocolate e a manteiga numa panela e aqueça lentamente, mexendo até que esteja dissolvido. Deixe arrefecer um pouco. Bata os ovos e adicione o açúcar, uma colher de cada vez, enquanto continua a bater. Adicione o chocolate derretido, a farinha de trigo e o fermento (peneirado juntos) e as nozes. Misture suavemente. Verta a mistura na forma antiaderente e coloque no forno cerca de 40 minutos, até que a parte de cima esteja com uma aparência crocante e o centro esteja um pouco mole. Não deixe muito tempo no forno para que o brownie não endureça por completo.


BROWNIE CRUMBS COM SORVETE DE CREME, HORTELÃ E AMÊNDOAS

Ingredientes:
2 chávenas de brownie esfarelado
1 bola de sorvete de creme
2 colheres de sopa de calda de chocolate para sorvete
1 colher de café de creme de leite fresco
Folhas de hortelã picadas a gosto
Amêndoas tostadas e laminadas a gosto; substitua por nozes, se preferir.

Modo de preparação:
Toste as amêndoas por cinco minutos no forno alto e corte-as e lâminas. Coloque uma colher de sopa da calda de chocolate e o creme de leite no fundo de uma taça, misture os dois com um palito de dentes para dar a aparência de marmorizado.Ponha o brownie e, por cima dele, a bola de sorvete. Complete com o restante da calda de chocolate levemente aquecida no forno de microoondas, espalhe por cima a hortelã e as lascas de amêndoas e sirva imediatamente.



BROWNIE CROCANTE

Ingredientes:
1 colher (café) de fermento em pó
1/4 xícara de nozes trituradas
1 colher (chá) de essência de baunilha
2 colheres (sopa) de cacau em pó
5 ovos
150 g de farinha de trigo
2 xícaras de açúcar
300 g de chocolate meio amargo
250 g de manteiga

Modo de preparação:
Unte e enfarinhe uma assadeira de 20 x 30 cm. Reserve. Pré-aqueça o forno em médio (cerca de 180 graus). Pique finamente o chocolate meio amargo, reserve 50 g e coloque o restante em uma tigela. Acrescente a manteiga e leve para derreter em banho-maria. Bata levemente os ovos, acrescentando o açúcar e reserve. Peneire a farinha de trigo juntamente com o cacau em pó e reserve. Assim que o chocolate e a manteiga estiverem bem derretidos, retire do banho-maria e acrescente a mistura de ovos. Coloque a essência de baunilha e misture novamente.



BROWNIE DE MENTA

Ingredientes
1 caixa de leite condensado
4 ovos
1 1/2 chávenas de farinha de trigo
1 chávena de chocolate em pó
250 g de manteiga sem sal
2 colheres (chá) de canela
1 colher (café) de cravo em pó
1 chávena de nozes picadas
1 colher (sopa) de manteiga
1 chávenade açúcar de confeiteiro
2 colheres (sopa) de licor de menta ou 1 colher (chá) de essência de menta

Modo de preparação:
Para o brownie, dissolva metade da manteiga com o chocolate. Reserve. Bata na batedeira o restante da manteiga com o leite condensado. Junte os ovos inteiros, a farinha, o cravo, a canela, o chocolate reservado e as nozes.
Asse em assadeira pequena untada no forno médio por cerca de 20 minutos.
Para o glacê, misture todos os ingredientes do glacê e espalhe sobre o brownie, deixe na geladeira por 5 minutos antes de cortar.


Espero que aproveitem estas receitas para surpreender os vossos amigos, familiares e mais-que-tudos... ;)


O post do delírio...em resposta à Sareta, mas no fundo, não tem nada a ver...escreveste Batacuna e lembrei-me de um sonho, com esse veio outro...e...

Bom...

Batacunas estão dispensados... Esperemos que o Alberto João Jardim não vire um!!! (E já bati três vezes na madeira da mesa, qu'é p'ra não dar azar... Qu'isto eu não acredito em bruxas, mas qu'as há, há! Se escrevessemos como falamos, a língua portuguesa aproximar-se-ia da húngura, penso eu de que...) Por acaso, (por falar em Batacuna e em Húngaro), hoje sonhei que estava a morar numa residência algures, com a Anuca (a minha amiga espanhola de erasmus) e a Cris (outra espanhola do erasmus) e que o Nicolau Bryner aparecia por lá (??? Isto deve ser de ver "muita Vingança" e de ter ido ver "Atrás das Nuvens ao Oeiras Parque", que de nuvens, só se for no Parque dos Poetas, logo em frente... estive lá ontem, esqueceram-se do Antero de Quental, do Camões, do Bocage, do Cesário Verde, entre tantos outros, ou será que são só poetas do século XX?)...

A Florbela Espanca quando ainda tinha todas as pérolas no seu colar...

No início era uma grande confusão, porque era a ala (qual colégio militar!) das raparigas, e havia muito barulho, mas depois a presença do senhor impunha-se e ficavam todas sentadas nas carteiras, (qual Escola Primária do tempo da outra senhora, e ainda por cima, estas carteiras apareciam do nada, pois antes a sala tinha outros móveis) e então, todas ficavam a olhar para o senhor e a ouvi-lo atentamente, mas ninguém entendia nada porque eram todas estrangeiras (a Anuca percebia, que ela e eu entendemo-nos muito bem, nas respectivas línguas, e respondia-lhe com um português irreprensível, vindo não sei de onde, que a Anuca quando fala português parece uma criança de 5/6 anos, ehhehe!, ela não gosta quando eu lho digo, mas é um elogio, porque é uma fala assim entre o bebé e o adulto, muito suave para os ouvidos). Depois eu explicava que ele era um actor muito conhecido em Portugal. Bom (Sareta da Perna Preta, Pipioca, Maria Albertina, Sarita Montiel... Ainda queres saber porque é que os momentos cómicos estão sempre - ou quase sempre - relacionados contigo?), estás a ver o delírio, né? Mas ainda não acabou... Antes ou depois (que eu nem sei o que comi ontem... Mas sei que fiz um bolinho de caramelo que podes vir cá comer), sonhei que os coelhos (maiores do que os meus gatos, menos o Kaluzão, que deixou de ser Kalu Piriri por motivos óbvios para quem lhe põe a vista em cima) da vizinha do lado se tinham soltado (!?! já estão a imaginar os coelhos a trepar um muro mais alto do que uma porta, ou a abrir a respectiva porta... pois, não sei! mas tinham-se soltado!) e o Kaluzão (o gato mais pachorrento à face da terra, que não caça nem uma mosca, porque os saltos lhe fazem estremecer as banho(cas) e é um incómodo demasiado grande, e que há uns tempos se apaixonou por um Perdigueiro - um cão de caça que caça, de facto - e então saltava para o quintal da vizinha (o tal muro alto, mas o amor, tal como o redbull - dá-nos asas) onde estava o cão, e ficava a olhar para ele, horas e horas, a fio...) tinha caçado um coelho (yeah right!) e estava a comê-lo... O Kaluzão, que é assim tipo Garfield, gosta mesmo é de comidinha no prato, e de não se mexer muito...


Lasanhas e descanso...

É um gato simpático, mas quando se zanga é preciso ter cuidado! Mas então estava o Kaluzão a comer o coelho na relva que o Tiago ofereceu no Natal aos meus pais (muito aquele homem gosta de pôr o pessoal a trabalhar! Hoje de manhã, avisei a minha avó de 86 - no domingo, 87 - anos, que se ela continua a fazer pegas - utensílio utilizado na arte de cozinhar para proteger as mãos de eventuais queimaduras, para quem não sabe! - àquela velocidade, o Homem dos Chouriços (é assim que ela o chama e o conhece, porque a sua memória já não é o que era e não lhe reconhece outro nome - ver: http://sinfonias.blogspot.com/2007/05/as-chourias-da-av-alice.html) ainda pegava (ops!) nela e ia levá-la à porta da igreja para vender pegas, qu'isto o Tiago tem uma costela desconhecida de judeu (pelo menos, esta é a tese familiar de cá de casa) que sabemos não pertencer nem à mãe nem ao pai, mas está justificada, que ele já quis pôr a mãe a vender bolos, salame e pão, a minha mãe a cozinhar para um restaurante, a avó Alice a fazer chouriças, o meu pai a tratar de uma vinha no Alentejo, a mim, olhem! não me lembro bem, que tenho uma memória muito selectiva... mas ainda se há-de lembrar de me pôr a fazer alguma... ah! é verdade! era o restaurante vegetariano e a casa de chá, claro está!). Bom, estava o Kaluzão a comer o coelho na dita relva (que o Tiago pôs os meus pais a plantar... mas que faz um belo jardim!) e os meus outros gatos - Xingu, Pirolito, Estrelinha e Sting (mais conhecido por fadista, por ser de Alfama e por cantar o fado, qu'isto está-lhe no sangue) - estavam a assistir, bem como os outros coelhos da vizinha (!!!)... Ufff! Que estômago...

"Kaluzão - como diria o meu pai - o gato mais pachorrento da NATO."
(mas que esconde uma personalidade sanguinária, como se pode inferir a partir da foto... não! ele não tem a cabeça encostada no ursinho de peluche - quanta inocência - ele está é a pensar como mordê-lo melhor...)

- E isto tudo para quê? - perguntas tu (Sarita Montiel).
- Bom, não sei... Se calhar para não ter de te justificar porque é que fazes sempre parte dos momentos cómicos do grupo... - respondo-te eu, e acrescento - Olha, que não sei se o meu Kaluzão, um dia destes, não apanha o Sabichinho (para quem não sabe, um gato redondo, redondíssimo, que temos dificuldade em chamar de Sabichinho, e tendemos a chamá-lo de "baleia", ou outro nome simpático, sob o olhar e os comentários de desaprovação da Sareta... Um dia, há muitos anos atrás, quando a Pipioca e a sua família atravessam a Floresta Negra na Alemanha, esse mesmo gato redondíssimo resolveu ir dar uma volta e saltou pela janela do carro, tendo ficado desaparecido durante umas semanas, senão me engano, mas depois foi encontrado em mau estado, por assim dizer, e o resto da história já não me lembro, mas a Sareta pode sempre contá-la, se pedirem com jeitinho... ela não se fará rogada, que gosta muito de contar esta história, mas ainda lhe vem a lagrimita ao canto do olho... gato desnaturado! embora não se espere outra coisa dos gatos... e não estou a dizer mal, são assim! ou se gosta como são, ou não se gosta!) em tamanho e peso, entenda-se, nunca a saltar pela janela de um carro em movimento para ir explorar a Floresta Negra... É que nem que fosse o Pinhal de Leiria!

Aventuras no Pinhal de Leiria, só para gatos crescidos (e enérgicos)!

Com isto tudo, fartei-me de escrever e não sei bem se os parêntesis (frase que se intercala num período, mas que tem sentido à parte) estão dentro ou fora dos parêntises (sinal que encerra essa frase que se intercala num período)... Vocês mo dirão, se descobrirem...


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PS. Epá, estive tentada a fazer uma montagem do Kaluzão com sangue a escorrer da boca e um coelho morto no chão, mas controlei-me (Viva o Superego!), que este post não precisa de mais delírio...

terça-feira, 5 de junho de 2007

"Em busca das ralações perdidas..."

Epá, soube-me mesmo muito bem estar convosco no domingo!!!

De três passámos a cinco, o que é um bom sinal, a meu ver...

- Nessita, obrigada por teres conseguido ir, apesar dos teus avós não estarem muito bem, e obrigada também, por sentires os nossos encontros como uma forma de distração, mas também uma oportunidade de falar das coisas que nos preocupam...

- Martinha, foi o melhor presente que me podias ter dado, apareceres em casa da Lu, depois de voltares do Bom Sucesso, foi muito bom estar contigo, ir sentar-me entre ti e a Lu no sofá, e ficarmos assim, aconchegadas no bem-estar, foi mesmo bom teres ido!

Agora para a Lu (epá, está a dar o "California dreaming" na M80, eheheh! vou exigir que me paguem a publicidade...) e para a Sareta da Perna Preta (conhecida internacionalmente, leia-se no maior concelho caboverdiano do mundo: AMADORA):

- Luz(ita), apesar do momento, mantiveste o chá na tua casa, e ainda te riste das nossas parvoíces!!! Centraste-te em ti e partilhaste os teus problemas, e depois descentraste-te e tentaste ajudar nos problemas das outras. Por tudo, obrigada.

- Pipioca, filha! Apesar das nossas diferenças e de termos coisas para escaranfuchar, adorei estar contigo! Desculpa se fui mázinha nalguma altura, não sei se disse coisas que não devia, ehehhe! Às vezes a frontalidade sai-me descontrolada... Mas foi bom ouvir-te a partilhar os teus dramas e as tuas tolices, tipo a catástrofe (apocalíptica) naquele evento que nós sabemos... Só tu é que te pões a pensar nisso com tanta antecedência, pá! Depois diz que nós é que andamos a teorizar... :P Yeah, right! Bom, obrigada por teres dado o ar da tua (imensa) graça! Foi bom.

Agora para a Cris:

- Cris: foi uma pena não teres ido... A Marta disse que estiveste com o Jean, deve ter sido giro! Bom, não sei se a tua ausência se deve aquela conversa que tivémos naquele domingo em Carcavelos, ou se se deve a outros motivos, de qualquer forma, estou por aqui, se precisares de alguma coisa.

Estou a lembrar-me de dois momentos engraçados (que quero deixar registados):

- "Oh Lurdes!!!" (reacção de pânico face ao apocalipse anunciado pela Dra. Sara)

- Deixei de roer as unhas, não sabias? - pergunta-me a Sara.
- Não, não escreveste no blog!!! - eu, corrosiva, "mázissima" (malíssima, para não me acusarem de andar a fazer projectos de ortografia e não saber escrever!)

"Vais pôr isto no teu blog?"

Foi uma bela tarde de domingo, e faz-me acreditar que ainda é (somos) possível (em grupo), apesar dos horários desencontrados, dos muitos compromissos, da pouca vontade que existe, às vezes... Depois estamos juntas, e é bom... Acho que é isso que temos de registar... Para não nos esquecermos...

Beijos a cada uma...

sexta-feira, 1 de junho de 2007

Resgata a criança que há em ti



Ainda sabes o que é (NÃO) ser adulto?

Ainda resgatas a criança que há em ti, de vez em quando? Ou mantêns a tua postura madura e responsável todos os dias e a todas as horas?

Resgatar a criança que há em nós é sonhar acordado, fantasiar com mundos diferentes, brincar com quem gostamos, pregar uma partida, correr atrás do autocarro e depois de o perder soltar uma grande gargalhada, é brindar nas horas certas a momentos especiais, é apreciar a paisagem que nos rodeia enquanto estamos numa fila de trânsito.
É brincar com as crianças que (ainda) não são adultos, é lembrarmo-nos da criança que um dia fomos e perceber o que dela guardámos connosco.
É correr na praia, rebolar na areia, saltar de para-quedas (ui este não me apanham), andar de bicicleta, comer um gelado e ficar td sujo, é passear no campo e apanhar flores, respirar fundo e sentir os pulmões cheios de ar.

Ser criança é sermos expontâneos sem ter medo do que os outros possam pensar, é sermos nós próprios sem que a moral nos esteja sempre a dar ordens para parar ou moderar o comportamento.

Damos liberdade à criança que há em nós quando estamos perto de quem nos sentimos bem, quando há intimidade, amizade, amor. Quando as defesas caem e somos mais nós próprios.

Liberta tu também a criança que há em ti sempre que te apetecer ser mais TU!

quarta-feira, 30 de maio de 2007

Para pensar...

Um post da Lu fez-me pensar num conceito interessante... O conceito de "resiliência".

E então socorri-me de um artigo da Análise Psicológica para ler um pouco sobre o assunto... E descobri coisas de que não tinha conhecimento... Como por exemplo, fala-se em "resiliência individual" e em "resiliência familiar". E achei este último conceito também muito interessante...

Vejamos...

Demos (1989, cit. Por Gonçalves, 2003) “define a resiliência familiar como um conjunto de características que incluem a capacidade da família ter um funcionamento flexível e uma função de contenção dos problemas, sem os deixar invadir outros domínios do funcionamento familiar ou interferir no funcionamento da criança” (p. 24).

Quanto à resiliência individual, segundo Gonçalves (2003), “a capacidade duma criança dar respostas adaptadas face à adversidade, sem que esta interfira no seu desenvolvimento, ou seja a resiliência individual não é um factor inato, estático. É um conceito evolutivo e interactivo, que depende em grande parte da qualidade das relações pais-crianças” (p. 24).

Depois fiz uma pesquisa sobre "resiliência" no google e apareceram muitos sites com informação... Desde livros, a conferências sobre o tema (uma no ISPA), a cursos sobre o tema, a uma formação com o tema "Intervenção Sistémica em Contextos Minoritários" (do ACIME) que incluia um módulo sobre resiliência familiar, a artigos científicos, e outros menos...

Bem, mas o conceito de resiliência que veio da Física, encontra-se já associado aos sistemas WEB, ao mundo dos negócios, à cultura, à comunicação, às organizações, etc.

Mais um conceito na moda? Talvez...

Ainda assim, enquanto psicólogas (ou futuras...), a "resiliência individual", bem como a "resiliência familiar" são conceitos a ter presentes, que podem ajudar a compreender tanto as crianças (as pessoas, em geral) que superam traumas graves de forma inexplicável, como as crianças (as pessoas, em geral) que não os ultrapassam...

Se vos interessar o tema...

Cyrulnik, B. (2003) Resiliência: Essa Inaudita Capacidade de Construção Humana. Lisboa: Edições Piaget.

Gonçalves, M. J. (2003). Aumentar a resiliência das crianças vítimas de violência. Análise Psicológica, 1, 23-30.

Melillo, A. (2005). Resiliência: Descobrindo as Próprias Fortalezas. Porto Alegre: Artmed.