sexta-feira, 8 de junho de 2007

O post do delírio...em resposta à Sareta, mas no fundo, não tem nada a ver...escreveste Batacuna e lembrei-me de um sonho, com esse veio outro...e...

Bom...

Batacunas estão dispensados... Esperemos que o Alberto João Jardim não vire um!!! (E já bati três vezes na madeira da mesa, qu'é p'ra não dar azar... Qu'isto eu não acredito em bruxas, mas qu'as há, há! Se escrevessemos como falamos, a língua portuguesa aproximar-se-ia da húngura, penso eu de que...) Por acaso, (por falar em Batacuna e em Húngaro), hoje sonhei que estava a morar numa residência algures, com a Anuca (a minha amiga espanhola de erasmus) e a Cris (outra espanhola do erasmus) e que o Nicolau Bryner aparecia por lá (??? Isto deve ser de ver "muita Vingança" e de ter ido ver "Atrás das Nuvens ao Oeiras Parque", que de nuvens, só se for no Parque dos Poetas, logo em frente... estive lá ontem, esqueceram-se do Antero de Quental, do Camões, do Bocage, do Cesário Verde, entre tantos outros, ou será que são só poetas do século XX?)...

A Florbela Espanca quando ainda tinha todas as pérolas no seu colar...

No início era uma grande confusão, porque era a ala (qual colégio militar!) das raparigas, e havia muito barulho, mas depois a presença do senhor impunha-se e ficavam todas sentadas nas carteiras, (qual Escola Primária do tempo da outra senhora, e ainda por cima, estas carteiras apareciam do nada, pois antes a sala tinha outros móveis) e então, todas ficavam a olhar para o senhor e a ouvi-lo atentamente, mas ninguém entendia nada porque eram todas estrangeiras (a Anuca percebia, que ela e eu entendemo-nos muito bem, nas respectivas línguas, e respondia-lhe com um português irreprensível, vindo não sei de onde, que a Anuca quando fala português parece uma criança de 5/6 anos, ehhehe!, ela não gosta quando eu lho digo, mas é um elogio, porque é uma fala assim entre o bebé e o adulto, muito suave para os ouvidos). Depois eu explicava que ele era um actor muito conhecido em Portugal. Bom (Sareta da Perna Preta, Pipioca, Maria Albertina, Sarita Montiel... Ainda queres saber porque é que os momentos cómicos estão sempre - ou quase sempre - relacionados contigo?), estás a ver o delírio, né? Mas ainda não acabou... Antes ou depois (que eu nem sei o que comi ontem... Mas sei que fiz um bolinho de caramelo que podes vir cá comer), sonhei que os coelhos (maiores do que os meus gatos, menos o Kaluzão, que deixou de ser Kalu Piriri por motivos óbvios para quem lhe põe a vista em cima) da vizinha do lado se tinham soltado (!?! já estão a imaginar os coelhos a trepar um muro mais alto do que uma porta, ou a abrir a respectiva porta... pois, não sei! mas tinham-se soltado!) e o Kaluzão (o gato mais pachorrento à face da terra, que não caça nem uma mosca, porque os saltos lhe fazem estremecer as banho(cas) e é um incómodo demasiado grande, e que há uns tempos se apaixonou por um Perdigueiro - um cão de caça que caça, de facto - e então saltava para o quintal da vizinha (o tal muro alto, mas o amor, tal como o redbull - dá-nos asas) onde estava o cão, e ficava a olhar para ele, horas e horas, a fio...) tinha caçado um coelho (yeah right!) e estava a comê-lo... O Kaluzão, que é assim tipo Garfield, gosta mesmo é de comidinha no prato, e de não se mexer muito...


Lasanhas e descanso...

É um gato simpático, mas quando se zanga é preciso ter cuidado! Mas então estava o Kaluzão a comer o coelho na relva que o Tiago ofereceu no Natal aos meus pais (muito aquele homem gosta de pôr o pessoal a trabalhar! Hoje de manhã, avisei a minha avó de 86 - no domingo, 87 - anos, que se ela continua a fazer pegas - utensílio utilizado na arte de cozinhar para proteger as mãos de eventuais queimaduras, para quem não sabe! - àquela velocidade, o Homem dos Chouriços (é assim que ela o chama e o conhece, porque a sua memória já não é o que era e não lhe reconhece outro nome - ver: http://sinfonias.blogspot.com/2007/05/as-chourias-da-av-alice.html) ainda pegava (ops!) nela e ia levá-la à porta da igreja para vender pegas, qu'isto o Tiago tem uma costela desconhecida de judeu (pelo menos, esta é a tese familiar de cá de casa) que sabemos não pertencer nem à mãe nem ao pai, mas está justificada, que ele já quis pôr a mãe a vender bolos, salame e pão, a minha mãe a cozinhar para um restaurante, a avó Alice a fazer chouriças, o meu pai a tratar de uma vinha no Alentejo, a mim, olhem! não me lembro bem, que tenho uma memória muito selectiva... mas ainda se há-de lembrar de me pôr a fazer alguma... ah! é verdade! era o restaurante vegetariano e a casa de chá, claro está!). Bom, estava o Kaluzão a comer o coelho na dita relva (que o Tiago pôs os meus pais a plantar... mas que faz um belo jardim!) e os meus outros gatos - Xingu, Pirolito, Estrelinha e Sting (mais conhecido por fadista, por ser de Alfama e por cantar o fado, qu'isto está-lhe no sangue) - estavam a assistir, bem como os outros coelhos da vizinha (!!!)... Ufff! Que estômago...

"Kaluzão - como diria o meu pai - o gato mais pachorrento da NATO."
(mas que esconde uma personalidade sanguinária, como se pode inferir a partir da foto... não! ele não tem a cabeça encostada no ursinho de peluche - quanta inocência - ele está é a pensar como mordê-lo melhor...)

- E isto tudo para quê? - perguntas tu (Sarita Montiel).
- Bom, não sei... Se calhar para não ter de te justificar porque é que fazes sempre parte dos momentos cómicos do grupo... - respondo-te eu, e acrescento - Olha, que não sei se o meu Kaluzão, um dia destes, não apanha o Sabichinho (para quem não sabe, um gato redondo, redondíssimo, que temos dificuldade em chamar de Sabichinho, e tendemos a chamá-lo de "baleia", ou outro nome simpático, sob o olhar e os comentários de desaprovação da Sareta... Um dia, há muitos anos atrás, quando a Pipioca e a sua família atravessam a Floresta Negra na Alemanha, esse mesmo gato redondíssimo resolveu ir dar uma volta e saltou pela janela do carro, tendo ficado desaparecido durante umas semanas, senão me engano, mas depois foi encontrado em mau estado, por assim dizer, e o resto da história já não me lembro, mas a Sareta pode sempre contá-la, se pedirem com jeitinho... ela não se fará rogada, que gosta muito de contar esta história, mas ainda lhe vem a lagrimita ao canto do olho... gato desnaturado! embora não se espere outra coisa dos gatos... e não estou a dizer mal, são assim! ou se gosta como são, ou não se gosta!) em tamanho e peso, entenda-se, nunca a saltar pela janela de um carro em movimento para ir explorar a Floresta Negra... É que nem que fosse o Pinhal de Leiria!

Aventuras no Pinhal de Leiria, só para gatos crescidos (e enérgicos)!

Com isto tudo, fartei-me de escrever e não sei bem se os parêntesis (frase que se intercala num período, mas que tem sentido à parte) estão dentro ou fora dos parêntises (sinal que encerra essa frase que se intercala num período)... Vocês mo dirão, se descobrirem...


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PS. Epá, estive tentada a fazer uma montagem do Kaluzão com sangue a escorrer da boca e um coelho morto no chão, mas controlei-me (Viva o Superego!), que este post não precisa de mais delírio...

terça-feira, 5 de junho de 2007

"Em busca das ralações perdidas..."

Epá, soube-me mesmo muito bem estar convosco no domingo!!!

De três passámos a cinco, o que é um bom sinal, a meu ver...

- Nessita, obrigada por teres conseguido ir, apesar dos teus avós não estarem muito bem, e obrigada também, por sentires os nossos encontros como uma forma de distração, mas também uma oportunidade de falar das coisas que nos preocupam...

- Martinha, foi o melhor presente que me podias ter dado, apareceres em casa da Lu, depois de voltares do Bom Sucesso, foi muito bom estar contigo, ir sentar-me entre ti e a Lu no sofá, e ficarmos assim, aconchegadas no bem-estar, foi mesmo bom teres ido!

Agora para a Lu (epá, está a dar o "California dreaming" na M80, eheheh! vou exigir que me paguem a publicidade...) e para a Sareta da Perna Preta (conhecida internacionalmente, leia-se no maior concelho caboverdiano do mundo: AMADORA):

- Luz(ita), apesar do momento, mantiveste o chá na tua casa, e ainda te riste das nossas parvoíces!!! Centraste-te em ti e partilhaste os teus problemas, e depois descentraste-te e tentaste ajudar nos problemas das outras. Por tudo, obrigada.

- Pipioca, filha! Apesar das nossas diferenças e de termos coisas para escaranfuchar, adorei estar contigo! Desculpa se fui mázinha nalguma altura, não sei se disse coisas que não devia, ehehhe! Às vezes a frontalidade sai-me descontrolada... Mas foi bom ouvir-te a partilhar os teus dramas e as tuas tolices, tipo a catástrofe (apocalíptica) naquele evento que nós sabemos... Só tu é que te pões a pensar nisso com tanta antecedência, pá! Depois diz que nós é que andamos a teorizar... :P Yeah, right! Bom, obrigada por teres dado o ar da tua (imensa) graça! Foi bom.

Agora para a Cris:

- Cris: foi uma pena não teres ido... A Marta disse que estiveste com o Jean, deve ter sido giro! Bom, não sei se a tua ausência se deve aquela conversa que tivémos naquele domingo em Carcavelos, ou se se deve a outros motivos, de qualquer forma, estou por aqui, se precisares de alguma coisa.

Estou a lembrar-me de dois momentos engraçados (que quero deixar registados):

- "Oh Lurdes!!!" (reacção de pânico face ao apocalipse anunciado pela Dra. Sara)

- Deixei de roer as unhas, não sabias? - pergunta-me a Sara.
- Não, não escreveste no blog!!! - eu, corrosiva, "mázissima" (malíssima, para não me acusarem de andar a fazer projectos de ortografia e não saber escrever!)

"Vais pôr isto no teu blog?"

Foi uma bela tarde de domingo, e faz-me acreditar que ainda é (somos) possível (em grupo), apesar dos horários desencontrados, dos muitos compromissos, da pouca vontade que existe, às vezes... Depois estamos juntas, e é bom... Acho que é isso que temos de registar... Para não nos esquecermos...

Beijos a cada uma...

sexta-feira, 1 de junho de 2007

Resgata a criança que há em ti



Ainda sabes o que é (NÃO) ser adulto?

Ainda resgatas a criança que há em ti, de vez em quando? Ou mantêns a tua postura madura e responsável todos os dias e a todas as horas?

Resgatar a criança que há em nós é sonhar acordado, fantasiar com mundos diferentes, brincar com quem gostamos, pregar uma partida, correr atrás do autocarro e depois de o perder soltar uma grande gargalhada, é brindar nas horas certas a momentos especiais, é apreciar a paisagem que nos rodeia enquanto estamos numa fila de trânsito.
É brincar com as crianças que (ainda) não são adultos, é lembrarmo-nos da criança que um dia fomos e perceber o que dela guardámos connosco.
É correr na praia, rebolar na areia, saltar de para-quedas (ui este não me apanham), andar de bicicleta, comer um gelado e ficar td sujo, é passear no campo e apanhar flores, respirar fundo e sentir os pulmões cheios de ar.

Ser criança é sermos expontâneos sem ter medo do que os outros possam pensar, é sermos nós próprios sem que a moral nos esteja sempre a dar ordens para parar ou moderar o comportamento.

Damos liberdade à criança que há em nós quando estamos perto de quem nos sentimos bem, quando há intimidade, amizade, amor. Quando as defesas caem e somos mais nós próprios.

Liberta tu também a criança que há em ti sempre que te apetecer ser mais TU!

quarta-feira, 30 de maio de 2007

Para pensar...

Um post da Lu fez-me pensar num conceito interessante... O conceito de "resiliência".

E então socorri-me de um artigo da Análise Psicológica para ler um pouco sobre o assunto... E descobri coisas de que não tinha conhecimento... Como por exemplo, fala-se em "resiliência individual" e em "resiliência familiar". E achei este último conceito também muito interessante...

Vejamos...

Demos (1989, cit. Por Gonçalves, 2003) “define a resiliência familiar como um conjunto de características que incluem a capacidade da família ter um funcionamento flexível e uma função de contenção dos problemas, sem os deixar invadir outros domínios do funcionamento familiar ou interferir no funcionamento da criança” (p. 24).

Quanto à resiliência individual, segundo Gonçalves (2003), “a capacidade duma criança dar respostas adaptadas face à adversidade, sem que esta interfira no seu desenvolvimento, ou seja a resiliência individual não é um factor inato, estático. É um conceito evolutivo e interactivo, que depende em grande parte da qualidade das relações pais-crianças” (p. 24).

Depois fiz uma pesquisa sobre "resiliência" no google e apareceram muitos sites com informação... Desde livros, a conferências sobre o tema (uma no ISPA), a cursos sobre o tema, a uma formação com o tema "Intervenção Sistémica em Contextos Minoritários" (do ACIME) que incluia um módulo sobre resiliência familiar, a artigos científicos, e outros menos...

Bem, mas o conceito de resiliência que veio da Física, encontra-se já associado aos sistemas WEB, ao mundo dos negócios, à cultura, à comunicação, às organizações, etc.

Mais um conceito na moda? Talvez...

Ainda assim, enquanto psicólogas (ou futuras...), a "resiliência individual", bem como a "resiliência familiar" são conceitos a ter presentes, que podem ajudar a compreender tanto as crianças (as pessoas, em geral) que superam traumas graves de forma inexplicável, como as crianças (as pessoas, em geral) que não os ultrapassam...

Se vos interessar o tema...

Cyrulnik, B. (2003) Resiliência: Essa Inaudita Capacidade de Construção Humana. Lisboa: Edições Piaget.

Gonçalves, M. J. (2003). Aumentar a resiliência das crianças vítimas de violência. Análise Psicológica, 1, 23-30.

Melillo, A. (2005). Resiliência: Descobrindo as Próprias Fortalezas. Porto Alegre: Artmed.

Complicado mais complicado, não há!

Lurdes:

Sim, tenho mais complicado do que isso... preparada?

vendo de novo o desenhor carinhoso que a Andreia aqui pôs ontem...

Lembrei-me no outro dia que, quando fiz o estágio com os velhotes no Centro Comunitário, uma delas -- à mesa (!) -- disse para outra, com intenções pouco cristãs : "Tu querias era que te regassem a florzinha!"

Somos ou não somos bichos (sempre é melhor do que bichas!) complicados, que até desencantamos significados inocentes e pouco óbvios para "regarmos a nossa florzinha"?

Ah, mon Dieu de la France, donnez moi de la pacience...

terça-feira, 29 de maio de 2007

Cara Pipioca:

Sim, miúda, eu sei que não tens relações escaranfuchadas com mais ninguém.

E gostei muito do termo, e aplica-se, sobretudo a mim, bem sei... :)

Gosto de escaranfuchar... Qual bicho da madeira!

Pior, até me orgulho disso! (Vá lá a gente entender esta mulher!)

Bom, mas às vezes é preciso escaranfuchar... - declaro.

Quando são precisas respostas para acontecimentos/comportamentos/seja o que for, que não se entendem, se calhar por serem tão diferentes dos nossos (meus, neste caso)... - justifico eu.

Porque a falta de tempo soa-me sempre a desculpa esfarrapada e estou a ser franca, por um lado, e a generalizar por outro, porque não estou a falar só para ti, mas para o mundo. - desabafo.

É assim o meu protesto para todo o mundo:

- Não gosto nada desta coisa da falta de tempo!

Porque a falta de tempo só é desculpa para algumas coisas... Há tempo para umas coisas e para outras não há... Sabemos disso. E às vezes não gosto de me incluir nas coisas para as quais não há tempo, na vida de algumas pessoas significativas... Como tu, minha querida Pipioca. E isto é humano...

Pronto, e lá estou eu a dizer coisas duras com a tranquilidade de uma chávena de chá como alguém significativo (Lu) me disse... Mas sei que gostas da minha franqueza, (dos meus "tomates" - como tu dizes - tão fofinha! foi dos melhores elogios que me fizeram, e sabes que não estou a ser irónica :) ).

Somos muito diferentes, todas... E a diferença é um desafio (sem dúvida alguma... mas é riqueza... e conflitos cognitivos, pela certa... e logo, crescimento! que bom!!!), portanto, tenho de aprender, aliás, temos, em geral - eu a defender-me - de aprender a lidar com as nossas diferenças, também de entrega, também de não querer escaranfuchar e querer só (e não digo que é pouco) passar bons tempos, pielas, ou lá o que for...

O problema é que às vezes preciso de compreender o que se passa, para depois me rir com a piela, em vez de (ter motivos para) chorar...

Topas, miúda? ;)

Bom, e não estou a fazer drama nem a teorizar, estou só a falar (é bom poder falar abertamente) de coisas sérias, porque as amizades são coisas muito sérias, mesmo que tenham muita macacada, muita palhaçada pelo meio... Não é? :)

Um beijo grande para ti e para todas...

"Como farei sem ti?"

Aprovada

A minha candidatura de projecto de Serviço de Voluntariado Europeu (EVS) foi aprovada pela Agência Nacional Húngara, a entidade responsável por ditar quem vai e quem fica.

Eu vou... (?).

São as primeiras a quem digo isto. Dizendo-vos, digo-mo a mim.

(Ainda em choque)

segunda-feira, 28 de maio de 2007

U-R-G-E-N-T-E!

Depois deste meu último post, fiquei com muiiitttasss saudades! u-r-g-e-nt-t-e: matar estas saudades o quanto antes!

E que tal este fim-de-semana estarmos juntas? (se tivesse a casa livre, lá me punha eu de avental e aviava um pirex no forno. Ouviste, Nessita? Comida feita no forno... Mas não estou sozinha! azarito.)

Café, esplanada?

Beijito, até breve

P.S.: já viram que temos um blog cada mais "saboroso"?

Diferentes compreensões!

Andreia e todas as amigas:

Não tenho a compreensão (mais do que racional ou teórica, é emocional e afectiva) que a Andreia partilhou num comentário a um comentário meu do seu último post, da nossa relação. Entre nós as duas, e entre mim e cada uma de nós, "as amigas do ISPA".

Seria previsível que com os horários desencontrados, lugares de rotina já não partilhados, nos víssemos menos vezes. Isso não quer dizer que não pense em vocês, não queira saber de vocês e das vossas vidinhas, não me lembre no dia-a-dia de vocês, por acasos e propósitos.

Não me agrada quando não me posso encontrar convosco, seja por eu, ou alguém, desmarcar.

Não é concerteza o local indicado para partilhar este desabafo -- porque me falta a linguagem não-verbal, o calor que emanamos às outras -- mas a mim, que não tenho estado presente fisicamente nos últimos encontros (tenho isso consciente), parece-me que andamos todas a teorizar muito... Eu não tenho este tipo de relação tão escarafunchada com mais nenhum amigo, e sinto que também não o preciso, ou que o contrário seja sinal de superficialidade ou desleixe.

Não sei... como o risco de tudo isto ser mal-interpretado, mas, da minha parte, estamos todas é a precisar de apanhar uma g´anda piela juntas e gozar com a que estiver mais bêbada! (Ai, o aniv. da Cristina foi tão prolífero nesta área do trágico-cómico...).

UM beijito GGRRRAAAANDE a todas.

Sara.

Brinde (mos)


Um brinde ao nosso blog e à dinâmica que (quase) todas nós lhe temos atribuído. Assim vamos mantendo alguma chama acesa e sabendo umas das outras! Estou a adorar a experiência de trocar coisas interessantes, engraçadas, giras ou sei lá mais o quê, com todas vós.

Beijinho

sexta-feira, 25 de maio de 2007

Engate de Bairro de Lata

Esta vida de solteira tem daquelas coisas... não se vê nada de nada, não se conhecem pessoas novas, não há engates, não há flirts, não há romance, mas há surpresas de vez em quando (umas boas outras más).

Ontem entrámos num bairro de tráfico - um bairro de Lata. No inicio do bairro estavam 3 indivíduos a conversar, de idades de 36 anos, 53 anos e 27 anos. Os primeiros dois individuos conversaram connosco, explicaram-nos as suas necessidades e falaram-nos um pouco de sí. O tipo de 27 anos mostrou-se um pintas.

Mais tarde na conversa ele ofereceu-se para nos mostrar um pouco do bairro - claro que aproveitámos a oportunidade, assim não iriamos sózinhas, mas sim com um indivíduo que conhece todos os cantos. O tipo pediu-nos só um instante, porque precisava de ir a casa - foi beber umas cervejinhas - percebemos depois.

Meio embriagado voltou, e se já se tinha entretido até aí a mandar uns piropos, a partir daí até me começou a tratar por tu.... Só o contexto é que era desadequado, porque aquilo parecia mesmo um engate daqueles de discoteca. O mais engraçado foi quando o tipo se espalha no chão no meio das ervas pois o alcool não perdou.

Ah, mas uma pessoa tem de estabelecer limites... "Já me tá a tratar por tu?"

Ainda assim no fim pediu dois beijinhos e disse que eu não era para brincadeiras (ou qualquer coisa assim do género). Ahhh pois não! Devia pensar que eu lhe ir dar bola, não? E por ele eu até podia lá ficar nas barracas!

E esta hein?

quinta-feira, 24 de maio de 2007

Devaneios sobre relações e ralações...

Ehehhe! Lu, a imagem está demais!!! E sim, o tipo encontra muito rápido a solução... É assim tipo receita-rápida. Aquilo que sempre ouvimos dizer que não funciona. Aquilo que sabemos (na própria pele) que não funciona...

Isto de ser gaja, e falo de sermos amigas gajas, (e gajas de psicologia, e ainda, gajas com algum percurso de auto-conhecimento - vamos pôr assim, que dá um ar místico e ninguém sabe ao certo ao que me refiro ;) ) tem muito que se lhe diga.... Oh se tem!

Esta nossa mania de querer melhorar as relações interpessoais; de querer limpar as ervinhas daninhas e regar (o raio) da plantinha; de resolver todos os conflitos e mais alguns (que se inventam? bom, não me parece... podem ser equívocos, sim, concordo, mas não todos!!! e os equívocos também têm de ser resolvidos, ou um dia nem estaremos a falar na mesma língua...); de falar dos nossos sentires, (o que não é nada fácil...); de abrir o livro dos nossos medos, desejos, ambições, mágoas (sabendo que talvez magoemos quem nos ouve...); esta mania de querer caminhar para a perfeição, embora saibamos que é impossível, mas pelo menos, para um estado (ou estádio até) de maior lucidez acerca do que somos, e do que somos e podemos ser nas relações; esta mania de querer crescer é tramada! :) Bolas! Que raio de ideia esta de querer crescer, de sermos crescidinhas, não sermos "bebés" nas relações, não resolver tudo com birras (ai ai! que ainda fazemos tantas junto umas das outras... mas ainda bem que as podemos fazer umas com as outras, que sabemos porque as fazemos, e que temos consciência que as fazemos, ou que esse saber e essa consciência vai crescendo, e que conseguimos contê-las nas outras, embora nem sempre... E ficamos aflitas, quando não conseguimos... Sentimo-nos incompetentes enquanto amigas, o que não é nada fácil de sentir...), com amúos, com "não gosto mais de ti" ou "acabou!", com "tolices" do género... Que nem sequer nos protegem... Magoam-nos a nós, e aos outros... Esta mania de querer crescer parece-me muito inteligente! Ainda bem que a temos.

Quem se perdeu no meu discurso, hã?

Bom!!! Se fossemos gajos (assim, grandes maus e feios) em vez de ter passado uma tarde no Bar do Moinho e no Café do Grilo a beber chá, comer queques, no meio de notícias sobre estágios, trabalhos e de muitos silêncios, teríamos ido para uma tasca ver os jogos do Sporting (em primeiro, e mesmo sabendo que estou sózinha), Benfica e do Porto, bebíamos umas jolas (bejecas, ou loirinhas, ou ruivas, que agora também há ruivas, e até morenas) comíamos tremoços, e ficávamos muito contentes com o convívio e a conversa (insultos, gritos de guerra e coisas que tais) que implica ver um jogo de futebol (e na TV, ainda por cima)... E depois estou tentada a dizer que continuaríamos o convívio vendo um filme menos politicamente correcto (menos porque o que se vê na política também não é muito correcto... e isto é um trocadilho, mas até faz sentido). Bom, se fossemos gajos provavelmente não tínhamos passado o domingo a discutir relações (ou ralações como gosto de dizer) e seríamos mais estúpidas e, por ventura, mais felizes.

Agora a sério... Já ouviram algum dos vossos (e nossos) amigos dizerem que partilharam uma tarde a falar sobre o que sentem uns pelos outros, e como estão magoados uns com os outros, ou como se estão a afastar e o que podem fazer para que isso não aconteça?

T.P.C. (à boa moda de qualquer professor): descobrir uma situação no masculino, como a que acima foi descrita. Boa sorte! (Eu hoje não faço o T.P.C.!!! :P)

Mas como não acredito que estarmos felizes e estúpidas a ver um jogo de futebol fosse melhor, acho que foi um domingo muito bem passado, cheio de conflitos, mas sobretudo, cheio de relação (e ralações, lá está...), ou pelo menos, tentativa de resgate das relações (mais íntimas) perdidas (a meu ver, pelo menos)...

Tenho esperança que a resolução destes conflitos leve a melhores tempos de convívio, sem silêncios de ausência, de desconhecimento, de falta de entendimento. Melhores convívios, cheios de divertimento e partilha. Cheios de empatia pelos sentires dos outros.

Já me estou a alongar, mas não é nada de novo. Gosto de escrever.


Beijo para cada uma.
Andreia


PS. E quem não teve presente, está um pouco "à nora" (não sei se o Diogo Infante e a Flor já explicaram o que quer dizer esta expressão, mas eu até gostava de saber...), não é, Nessa e Sarita? :)

quarta-feira, 23 de maio de 2007

Quem me leva os meus fantasmas

... Num curto momento de reflexão, pensei, quero escrever...
Mas o que? Mas como, mas para quem? Censurei o que escrevi, apaguei e deixei só isto:

(...)

Estou entre dois caminhos, tenho de escolher...

Afinal. "Quem me leva os meus fantasmas?"

http://www.youtube.com/watch?v=sqK7Ys155j4&mode=related&search=

Sobre a nossa conversa mais recente...

Encontrei esta imagem e gostei...só não gosto da rapidez com que o tipo vermelho encontra a solução...porque me parece que encontrar soluções leva tempo e ás vezes alguns (muitos) desencontros e respostas ao lado e mesmo conflitos...talvez (não sei!). Gosto da ideia de não olhar para o problema (o tipo cinzento a cair) e de olhar para o lado para encontrar a solução (olhar patologia vs. olhar o desejo e o desenvolvimento). E é engraçado como o tipo cinzento tinha que ter aquela caracteristica especifica (um focinho daquele tamanho) para a solução ser adequada (com uma formiga não era uma boa solução - digo eu!).

sexta-feira, 18 de maio de 2007

Peripécias de rua

Inspirada pela Cris também vou partilhar:

Então aqui vão as peripécias da rua:

Encontrámos um utente a estacionar carros e depois de falarmos um pouco com ele e também de lhe pedir algumas informações sobre a zona, despedimo-nos:

- Ok então até a próxima, nós vamos passando para falar consigo.
Ao que o sujeito responde:
- Ok passem cá que eu dou-vos uns diques!!!

A partir desta conversa este sujeito passou a ser por nós conhecido como o X Diques!

***
Ontem voltámos à casa da familia de 7 pessoas.

A miuda de 3 anos brincava com uma casinha de bonecas e ao mesmo tempo com pedras. A minha colega perguntou:

- Então o que é isso que tens na mão?
- São Animais
A minha colega agarrou numa pedra e perguntou : que animal é este?
- É uma pedra!

***
E já imaginaram o que é encontrar um surfista cheio de bom aspecto saido de um abrigo nocturno?
Ou apanhar uma data de pulgas numa das noites de trabalho (ehehhe, não fui eu, se fosse, não achava grande piada).